jusbrasil.com.br
18 de Dezembro de 2018

Impeachment - liminar de Fachin: tendência de um STF com intervenções político-partidárias odiosas?

Leonardo Sarmento, Professor de Direito do Ensino Superior
Publicado por Leonardo Sarmento
há 3 anos

Comezinho ser o Supremo um Tribunal contramajoritário, com forte viés político - pelas questões que lhe são apresentadas, pela forma da indicação da sua composição (...). Político sim, partidário não há de se tolerar. Não pode, por exemplo, intervir em instrumentos democráticos, como é o impeachment, com o fito de defender ideologia de partido ou blindar o Governo da plena atuação democrática quando revelar-se contrária aos seus interesses. Sua atuação deve apenas garantir que a Constituição não reste aviltada, agindo com imparcialidade, parcimônia e zelo ao princípio da Separação de Poderes. Assim a sociedade espera.

O ministro Fachin, STF, concedeu uma liminar que parou o processo de impeachment da presidente Rousseff por pelo menos uma semana. O STF divulgou a decisão de Fachin de suspender a instalação da comissão no final da noite do dia 08. A decisão liminar só deverá ser levada a julgamento pelo plenário do STF no próximo dia 16. Até lá, permaneceriam suspensos os trabalhos da comissão destinada a processar o pedido de impeachment da presidente da República.

Fachin argumenta que o fulcro da liminar seria o de evitar a realização de atos pelo Congresso que posteriormente poderiam ser invalidados pelo Supremo. Ao final, o ministro deu prazo de 24 horas para que a Presidência da Câmara dos Deputados preste informações sobre a forma de composição e eleição da comissão especial que analisará o processo de impeachment.

Já diante dos primeiros suspiros do processo de impeachment contra a presidente Dilma mal havia os partidos governistas já recorriam ao Supremo Tribunal Federal demonstrando nitidamente a intenção de se judicializar a questão. Trabalharam seus contatos para que os ministros “aliados” interferissem diretamente nas questões de foro político. Gilmar Mendes e o decano Celso de Mello, coerentemente, entenderam quando chamados, tratarem-se de questões de competência política, onde a judicialização revelar-se–ia interferência odiosa, em nestes termos, negaram os pedidos de liminar.

A concessão da liminar nesta ADPF 378 revelava-se o 1º grande intento do PT e do PC do B, um dos maiores aliado do PT, quando procuraram demonstrar a importância da sua aceitação como forma de se melhor orquestrar uma melhor reação contra o processo de impeachment e continuar o processo de fragilizar a liderança de Cunha na Presidência da Câmara.

Na ADPF 378, os pleiteantes requerem ao STF que julgue a compatibilidade da lei do impeachment (Lei 1.079/1950) com a Constituição de 88. Advogam que o Supremo promova “verdadeira filtragem” da norma para “compatibilizá-la com as garantias constitucionais que compõem o núcleo essencial do devido processo legal, bem como com os princípios democrático, da separação de poderes”, separação de poderes já relativizada à partir da concessão da liminar pelo ministro Fachin.

Fato indiscutível que o Congresso reverbera em absurda omissão em sua tarefa constitucional de legislar, dar efetividade à Constituição e atualidade ao ordenamento que a regulamenta, quando a Lei de impeachment data de 1950, quando os senhores parlamentares já deveriam ter aprovado nova legislação ou filtrado à de 1950 nos lindes dos reclamos constitucionais.

Temos como sedimentado por inaceitável, já a partir de aceito o processo de impedimento para sua tramitação em sua inicial ritualística a impossibilidade de se paralisar um movimento democrático previsto pela Constituição para se discutir uma Lei de 1950 que foi recepcionada pela Ordem Constitucional de 1988.

É para nós de uma clareza meridiana a impossibilidade de “interrupção” de um movimento constitucional-democrático para à esta altura discutir-se a Lei de 1950 para que valha já para o presente processo de impeachment, quando poderá ganhar contorno oportunistas, casuísticos. Temos ainda indelével paradigma, que foi o procedimento utilizado para o impeachment de Fernando Collor, quando já vigente a Constituição de 1988.

A liminar de Fachin, inobstante não baseou-se na Constituição ou na lei 1.079, mas no Regimento Interno da Câmara dos Deputados, o que já nos assevera intromissão indevida em assuntos que o Regimento Interno da Câmara dispõe. Segue trecho da liminar:

“Em relação ao pedido cautelar incidental que requereu a suspensão da formação da Comissão Especial em decorrência da decisão da Presidência da Câmara dos Deputados de constituí-la por meio de votação secreta, verifica-se, na ausência de previsão constitucional ou legal, bem como à luz do disposto no Art 188 inciso III, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a plausibilidade jurídica do pedido, bem como, ante a iminência da instauração da Comissão Especial, o perigo de dano pela demora da concessão liminar requerida”.

Seguiu: “Com o objetivo de (1) evitar a prática de atos que eventualmente poderão ser invalidados pelo Supremo Tribunal Federal, (2) obstar aumento de instabilidade jurídica com profusão de medidas judiciais posteriores e pontuais, e (3) apresentar respostas céleres aos questionamentos suscitados, impende promover, de imediato, debate e deliberação pelo Tribunal Pleno, determinando nesse curto interregno a suspensão da formação e a não instalação da Comissão Especial, bem como a suspensão dos eventuais prazos, inclusive aqueles, em tese, em curso, preservando-se, ao menos até a decisão do Supremo Tribunal Federal prevista para 16/12/2015, todos os atos até este momento praticados”.

O PC do B entrou ainda com pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal com o objetivo de cassar a chapa alternativa, indicada por parlamentares oposicionistas e dissidentes, na eleição da comissão especial que vai tratar do impedimento. A legenda pede ainda que os nomes sejam indicados por partidos e não por blocos partidário. O partido também quer assegurar votação aberta na escolha dos nomes pelo plenário da Câmara. Mais uma intromissão indevida que o Supremo deveria abster-se em respeito à separação dos poderes e à liberdade de conformação legislativa, inclusive do seu Regimento. Releva informar que para nós a decisão da Câmara foi absolutamente legítima.

No tocante ao voto abeto ou fechado a Constituição nada fala, por isso sobre a questão se em voto aberto ou fechado não deveria o Supremo interferir, mas deixar a decisão para o âmbito do Legislativo, nos termos de seu Regimento Interno. A interpretação da Constituição não pode pretender regular até mesmo o que o constituinte não pretendeu dispôs expressamente e por emenda não se fez constar, há que se ter espaço para que a política haja em certos momentos com certa liberdade.

O partido reiterou ainda, em outro documento, pedido para suspender a deflagração do processo de impedimento porque o recebimento do pedido de impedimento pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não ouviu antes os argumentos da presidente Dilma Rousseff. Pedido absolutamente sem respaldo, pois não há no ordenamento norma que garanta a possibilidade da Presidente defender-se anteriormente ao ato de aceitação do Presidente da Câmara, mas sim oportunidade de ampla defesa após deflagrado e aceito o pedido de impeachment.

Os dois pleitos foram direcionados para o ministro Fachin, relator de ação do PC do B no qual o partido tenta suspender o processo até que o Supremo se manifeste sobre a legalidade da lei 1079 de 1950, que define o rito do impeachment.

Resta evidente que o PT e seu aliados procurarão judicializar junto ao Supremo Tribunal Federal todas as questões imagináveis, ainda que descabidas e em condições normal de pressão consideradas “aventuras jurídicas”, pela convicção de que o loteamento do Supremo com ministros indicados pela gestão PT revelar-se-á fator distintivo em favor da causa.

Uma história que vinha sendo construída até o momento, salvo pontuais exacerbações, de um “ativismo judicial” constitucionalizado, pode ser severamente manchado à partir de atuações do politico-partidárias do Supremo Tribunal Federal, quando não mais teremos um ponto ou outro fora da curva, mas traços contundentes e marcantes de invasões de competências que revelarão um odioso Judiciário com “super poderes”.

O processo de impeachment deve ser sempre o mais democrático possível, por isso o constituinte atribuiu a Legislativo (representantes do povo) a tarefa de apreciá-lo do início ao fim, quando a única participação do Judiciário prevista é a do Presidente do STF para dirigir os trabalhos quando da votação no Senado Federal. A tentativa de se deslegitimar o processo de impeachment como político que é, com o objetivo de que tenha o seu prosseguimento desvirtuado ou caçado, é absolutamente anti-democrático e lamentável.

Perceber parcela do Supremo Tribunal Federal não propriamente no objetivo de garantir a força normativa de Constituição, mas sim a força política do Governo Federal será frustrante não apenas para democracia, mas para quem se dedica a interpretação do Direito Constitucional.

De certo o STF proporá rito para o impeachment, mas não poderá afastar-se demasiadamente da ritualística do impedimento do Collor, pena de casuísmo. Lembramos que há uma legislação específica que trata do processo de impedimento que fora recepcionada pela Constituição de 1988 e utilizada para a destituição de Fernando Collor. Caberá tão só ao STF, por seu plenário, proceder a uma interpretação da legislação conforme a constituição, sem normatizar, sem criar direito novo, tarefa que caberia ao legislativo, pena de mais uma inconveniente intromissão ativista.


Aos interessados em um estudo aprofundado no âmbito do controle e constitucionalidade, quando o alargamos e tratamos de temáticas que entendemos conexas como teoria da constituição e processo, indicamos onde encontrar o menor custo no mercado para o investimento:

Título da obra: "Controle de Constitucionalidades e Temáticas Afins"

https://www.lumenjuris.com.br/product/controle-de-constitucionalidadeetematicas-afins-capitulos-ex...

Impeachment - liminar de Fachin tendncia de um STF com intervenes poltico-partidrias odiosas

274 Comentários

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)

O que me chama mais atenção no texto acima: ... "o 1º grande intento do PT e do PC do B, um dos maiores aliado do PT, ... continuar o processo de fragilizar a liderança de Cunha na Presidência da Câmara" Ora, não é intento do PT nem do PCdoB fragilizar a liderança de Cunha, ele mesmo a fragilizou quando mentiu a seus pares, estando hoje envolvido até o último suspiro em falcatruas e lavagem de dinheiro. Excelente que sejam definidas as regras do Impeachment (cujo termo é inadequado no meu entendimento, visto não ter a Presidenta cometido nenhum crime que justificasse, que na realidade é um golpe orquestrado pelo PMDB e com o apoio de muitos) pois isso trará a transparência que muitos não querem. Sou a favor da DEMOCRACIA e da legalidade, mesmo que isso traga consigo ter que aturar até o fim um governo do qual discordo.
Essa é a minha opinião! continuar lendo

Prezada Andréa, discordamos em parte. Para nós a Presidente cometeu crimes de responsabilidade. Publicaremos em breve o nosso posicionamento aqui mesmo no JusBrasil.

Obrigado!
LS. continuar lendo

Perfeito, Andrea.
Democracia é isso.
Aguentamos o governo (?) Dilma até o termo natural ou, para que haja seu "encurtamento", que se visualize, com toda a clareza, a prática de crime de responsabilidade.
Aliás, não há nem acusação de crime de responsabilidade.
O que existe, infelizmente, é delírio golpista - como nos mostra o Prof. Sarmento.
É pena que a oposição brasileira não tenha produto melhor a oferecer. continuar lendo

Perfeito, Andrea!
Ainda mais quando ausente a dialética, ou a análise do outro ângulo, como você demonstrou. Tentar fragilizar a liderança de Cunha, por acaso, não é legítimo? E Cunha não está a fragilizar a Câmara?
Nós, juristas, temos que ter responsabilidade com nossas opiniões, sob risco de ficarmos caracterizados como claque de A ou B. continuar lendo

Muito bom comentário Andrea, os fatos tem que ser vistos sob um ponto de vista imparcial, Cunha tem suspeita de crime, por ter ocultado a informação de contas na suíça devia estar afastado para que a investigação e discussão sobre o tema no conselho de ética fossem analisados com lisura sem interferência dele no processo, caso que está ocorrendo desde o início a influência do presidente da câmara Eduardo Cunha...não entro no mérito do pedido de impeachment, se Dilma cometeu ilegalidade deve ser punida, porém o pedido de vistas do processo de impeachment pra mim não é algo que vá atrapalhar a oposição, ao meu ver vai ajudar eles a articularem melhor a derrubada de Dilma, a suspensão do processo para verificação se os atos legais estão sendo cumpridos para evitar nulidades acho válido e importante, imaginem se há ato de nulidades e vai à votação, depois tem que anular a votação e refazer... é um prejuízo à imagem do congresso...essa é a minha opinião...Defender Cunha é inadmissível sem ter terminado as investigações... continuar lendo

Não tem como chamar de golpe a utilização de um instrumento constitucional. Quem não deve não teme, já que assim ela poderá provar sua inocência. continuar lendo

Andrea, a presidente têm responsabilidade sim. É como se as coisas estivessem meio que invertidas, porque ser responsável pela prisão de políticos e empresários parece estar beirando a criminalidade. Também não estou satisfeito com a Mandatária, mas reconheço que nunca vi nenhum presidente dizer que as investigações iriam até o fim não importado as consequências, como ela fez e como de fato estamos vendo. Também desconfio de quem defende o impeachment como o fazem aqui, quando defendem "a liderança" de quem já deveria estar preso e não no comando da câmara. E desconfio mais ainda dos que dizem que não se trata de um golpe, principalmente, sabendo que o PSDB vem defendendo o impedimento por qualquer motivo desde que perdeu as eleições, deixando de lado o fato de que governou o país com o mesmo PMDB e que nenhum desses dois partidos considerou como crime o presidente Fernando Henrique ter lançado mão de tais expedientes durante seu governo. Apenas para refletir: se não é golpe, por que o Cunha ainda está no poder? se são irregularidades, por que os partidos não as viram nos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula? por que só agora? continuar lendo

Muito bem colocado Andréa, o Sr. Sarmento em todos textos publicados neste site, embora queira falar nas regras do direito, deixa bem claro ser um discurso político partidário, onde deixa bem claro seu empenho em desbancar o PT, É tão provado que defende o Presidente da Câmara como legitimados em todos seus atos. Nem os mais leigos ele consegue ludibriar com essa posição PSDBISTA. continuar lendo

A última aquisição do PT já está se mostrando útil. continuar lendo

Amigo Eumenis,
Nos cabe aguardar...

Abraços!
LS. continuar lendo

Discordo. A presidente quer o julgamento para ontem, antes que o (possível) clamor popular altere a decisão já barganhada de boa parte do parLAMENTO.
Assim a decisão já cria mais uma semana de espera para o andamento do processo (sentido amplo). continuar lendo

Segundo o preso Delcídio, o Fachin está lá para resolver tudo.
Bom cumpridor das ordens do "chefe". continuar lendo

Norberto, são artimanhas políticas, algumas ditas apenas para o povo acreditar. O que está em jogo não é uma semana, que também serve para o Presidência se articular com mais promessas para garantir maior adesão entre os deputados, mas o que o STF pretende ao interferir na legislação posta sobre o impeachment, quando deve interferir apenas nas questões constitucionais claras, sem interpretações desviadas do real objetivo da legislação posta.

Lembramos que já há paradigma com o julgamento do Collor, já sob a égide da CF/88, quando alterações para dificultar ou facilitar o procedimento podem ser entendida como casuísticas, de uma competência que é do Parlamento.

Abs!
LS. continuar lendo

Ivan,

Já havíamos antecipado por artigo (tem no JusBrasil), onde fomos criticados por alguns colegas professores por nossas impressões, muito semelhante ao que o colega apresenta.

Particularmente respeitamos todos os colegar professores, mas nem sempre com eles concordamos.

O tempo nos mostrará.

Abraços!
LS. continuar lendo

Então você concorda com as atitudes do bandido Eduardo Cunha? continuar lendo

Ao contrário do que pensa o Eminente Professor, infelizmente, usando a mesma estratégia do PT em desqualificar o protagonista quando o fato não lhe convém, a pausa acautelatória determinada pelo STF para o Pleno apreciar a regularidade do procedimento de Impeachment à luz da Constituição fortalece-o substancialmente e desmascara o argumento básico da Presidenta de que estaria sendo vítima de golpe político. continuar lendo

Caro Marcos,

A questão não é do interesse político de se paralisar ou não, com a Câmara à moscas como ficará até o pronunciamento do Supremo. A questão é que há um lei recepcionada pela Constituição que regulamenta o rito do impeachment, há o Regimento Interno da Câmara, há o paradigma do impeachment do Collor, não vemos razão para o STF intrometer-se neste momento suspendendo o andamento do rito, em assunto interna-corporis do Legislativo, quando ainda não houve qualquer questão praticada notadamente inconstitucional. É um processo político em que menos é mais para o STF.

Saudações,
LS. continuar lendo

'Me digas com que tu andas, que direi quem tu é" O Faquim e outros são cartas do PT.
Por essa razão é que o 5.º Constitucional deve ter fim. O Chefe do Poder Executivo, não pode sair por aí indicando seus companheiras para compor a Corte Suprema e transformar o STF uma extensão do Governo Federal. O Executivo deve exercitar a governabilidade proba, e o Judiciário deve julgar quando for acionado pelo Poder Constituinte Originário - PCO, sendo este, o Poder supremo (todo poder emana do povo), o condicionador do Poder Constituinte Derivado - PCD (Poder Legislativo). A condição para ser Ministro do STF deve ocorrer por mérito e antiguidade apenas. continuar lendo

Perfeito, caro amigo Paulo. Inclusive já articulamos à respeito de como entenderíamos ser a melhor forma de preenchimento das vagas abertas na Corte Constitucional, o que serviria para os demais tribunais.

Abs!
Obrigado pela participação coerente!
LS. continuar lendo

Muito bem colocado. continuar lendo

LIBERDADE DO JUDICIÁRIO

- por Brasil Andrade Holsbach -

Há 15 anos defendo a liberdade do judiciário como instrumento para compatibilizar com a constituição real a "folha de papel" de Ferdinand Lassalle, de modo que seu posicionamento, colega Paulo Grande, coincide com minha pregação: estender até ao Supremo a carreira do juiz aprovado em concurso público de provas e títulos.

O certame tem mão dupla: a) atende ao interesse público porque seleciona o melhor prestador do serviço; b) oportuniza a todos os candidatos habilitados o acesso ao serviço público.

Sou advogado, mas, se advogado, se promotor de justiça, se professor ainda que de direito constitucional (que também sou), quiser transformar-se em desembargador estadual, juiz federal de 2a. instância, ministro do TSE, ministro do STJ ou ministro do Supremo Tribunal Federal, que preste concurso público de provas e títulos.

O avantesma que nos assusta prova cabalmente a falência do atual sistema em que governador de estado-membro da federação nomeia juiz para julgar ações de seus secretários, deputados aliados... e a si próprio... presidente nomeia juiz de seus ministros, de "seus" parlamentares e também do próprio julgamento... Absurdo inaceitável, repelido pelo princípio da honestidade, pelo juízo da razão e pelo corolário da separação das funções do poder.

Isto não é novidade: já foi dito por Charles-Louis de Secondat (Barão de Brède e Montesquieu), quando abriu para o mundo L'Esprit des Lois - obra magistral que mostra quanto a concentração de poder gera corrupção e corrói recursos públicos.

Guaíra (PR), ocaso da primavera, 10 de dezembro de 2015.

Brasil Andrade Holsbach continuar lendo

Então você concorda com atitudes do bandido Eduardo Cunha? continuar lendo

Lotado de razões enquanto esses magistrados continuarem sendo indicados pelo Executado estaremos sempre correndo o risco desse Sistema, da Corte Suprema ser uma extensão do poder que os indica. continuar lendo

Caro Marcos Mendes, quem está solicitando o impeachment da presidente não é o Eduardo Cunha, trata-se do povo brasileiro que assim o deseja. Eduardo Cunha é, neste momento, um mero instrumento a dar andamento aos anseios do povo. Se ele presta ou não, e outro assunto a ser tratado no momento oportuno, e não por "oportunistas" de plantão...
Note-se, como já observado por outros colegas, este mesmo Eduardo Cunha que agora você chama de bandido, assim não foi designado por você quando "reteve" muitos outros pedidos de impeachment.
Não sei por que, mas me parece que todos os que são adeptos de seu partido adoram dois pesos e duas medidas, se for a favor do PT, tudo vale, mas para ser contra, aí não pode, trata-se de "Golpe".

Golpe meu amigo, foram os intermináveis "empréstimos" feitos pela nossa presidente a países "seus amigos particulares", sem a aprovação do Congresso e em segredo de estado. Qual a razão de se utilizar do dinheiro dos brasileiros em empréstimos, que os próprios brasileiros, proprietários deste dinheiro, não deveriam saber??? Quando se faz alguma coisa às escondidas, tenha a certeza, coisa boa não é, e a prova aí está, tanto se emprestou a outros países que o nosso encontra-se hoje, quebrado! continuar lendo

Até quem fim encontrei alguém que comunga da mesma ideia que eu quanto a conquista de cadeiras nos Tribunais Superiores. Brasil Andrade Holsbach, concordo com você em gênero, número e grau. Se para entrar para a magistradura precisa de concurso, porque nos Tribunais Superiores tem que ser o conchavo? Chega dar asco estas 'escolhas'. continuar lendo

Desde quando comecei a estudar Direito, quase vinte anos atrás, que via que essa medida inserida na Carta Magna desequilibrava o jogo de freios e contrapesos do poder.
Já haveria de há mais tempo de mudar essa regra, já que sequer é considerada mais cláusula pétrea.
Que tenham consciência e um dia mudem isso, até mesmo por o momento ser oportuno! continuar lendo

Concordo plenamente com você Paulo . Parabéns por seu comentário! continuar lendo

Se a intervenção do STF é ilegal, o que dizer de todo o processo ser conduzido por um presidente da Câmara já denunciado por corrupção e outros delitos, com provas cabais? Me senti mal quando o Sr. os denominou (os deputados e presidente da Câmara) "representantes do povo". Se eles o representam, paciência, pois a mim absolutamente não representam. continuar lendo

Entendo a revolta do amigo.

Abraço!
LS. continuar lendo

Pior que representam, sim, Luiz. É a tal democracia representativa. Só que os representantes se blindaram de tal forma que os representados nada podem fazer. continuar lendo

Companheiro Luiz Boomen, o mesmo Eduardo Cunha com caráter e reputação que fariam corar Judas rejeitou dezenas de pedidos de Impeachment contra a mesma Presidente.
Por que à ocasião da rejeição de tantos pedidos não se ouviu uma voz sequer bradar que ele não tinha qualificação moral para apreciar os referidos pedidos e arquivá-los sem mais satisfações dar aos brasileiros interessados na derrubada da quadrilha que se apossou do poder no Brasil?
Para arquivar pedidos e assim servir aos interesses do PT ele é boa gente? Entretando ao acatar algum deles e dar seguimento ele se torna instantaneamente o pior dos homens?

Particularmente torço para que sejam vizinhos de cela na Papuda em tempos mais profícuos para a nação o futuro Ex Deputado Eduardo Cunha e também a Ex Presidente e sempre militante comunista Diuma Roussef (destruir a economia do país e aparelhar o Estado são os primeiros passos para a implantação do socialismo) continuar lendo

Cunha rejeitou impeachment quando as contas dele estavam ocultas, quando a merda dele foi jogada no ventilador ele pra se "salvar" fez o que a oposição queria tanto, aceitou o pedido de impeachment pra caso a cassação dele vá ser votada ele não seja cassado...ele quer ser perdoado... continuar lendo

Uma ex namorada que tive dizia o seguinte quando houvia baboseiras ou respostas tendenciosas vindas de pessoas com alto grau de instrução:
"Eu não entendo como uma pessoa que estuda tanto... tem altos cursos de pós graduação e até doutorado, mas é burro, só fala besteira. Dá vontade de esganar uma pessoa dessa!" kkkkkkkkk... Olha, eu ria muito quando ela fala assim, mas realmente é cada coisa que se ouve que... Misericórdia.
Não sei porque a esquerda e alguns simpatizantes insistem em dizer que é golpe (kkkkk), que o PSDB que entrou com o pedido de impedimento, que o FHC também fez, que o Sarney também fez , que o Cunha tinha que sair primeiro (e eu concordo, mas não só por este motivo), que quem não concorda com o governo é fascista, elite branca e rica. kkkkkkkkkkkk... Vamos rir gente. kkkkk... Imagine só se o Cunha tivesse acatado boa parte das ações propostas... Olha só, Se o FHC fez, o problema é exclusivamente da esquerda que era a oposição a época e nada fez, já que o que tentaram fazer foi tão mal feito que o STF recusou. E só pra lembrar, quando tentaram com FHC e companhia, isso não era golpe não, viu gente. Era uma ação legítima e constitucional. Agora é golpe??? Mas o que é isso, mas o que é isso, mas o que é isso...? kkkk
Porque defender a banda podre de GOVERNOS corruptos? Acha lindo estar por cima com dinheiro desviado a custa do jeitinho (malandragem) Brasileiro?
Eu eim, pessoas assim, eu quero passar é longe e recomendo, não façam qualquer tipo de negocio com aqueles que gostam do jeitinho Brasileiro. Aqueles que pegam um troco a mais ou que acham um celular e não devolvem, pois tudo começa assim.
Fico mesmo é com as Sábias palavras do amigo Clóvis Soares a respeito de o Cunha ter rejeitado e arquivado alguns pedidos de impedimento:
"Por que à ocasião da rejeição de tantos pedidos não se ouviu uma voz sequer bradar que ele não tinha qualificação moral para apreciar os referidos pedidos e arquivá-los sem mais satisfações a dar aos brasileiros interessados na derrubada da quadrilha que se apossou do poder no Brasil?
Para arquivar pedidos e assim servir aos interesses do PT ele é boa gente? Entretanto ao acatar algum deles e dar seguimento ele se torna instantaneamente o pior dos homens?" continuar lendo

Quando o amigo Adenilson entender, conte à todos! :)

Obrigado pela contribuição!

LS. continuar lendo

Querido Luiz, representantes do povo são as pessoas eleitas para cumprirem mandato em cargo político. Independente de gostarmos ou não dos nossos representantes, eles enquanto não depostos os são.

Obrigado pela participação,
LS. continuar lendo